O Lado Escuro da Lua - Parte 1: A Linha Proibida
Em Razor, a cidade dos luanos, vivia um povo sombrio, extremamente feroz e mestre nas artes da guerra nas sombras. Do outro lado, em Agba, no lado norte da Lua, habitava um povo pacífico, porém guerreiro, valente e protetor de uma cultura milenar.
Durante mil anos, a paz entre os dois reinos foi mantida por um pacto sagrado: uma linha desenhada no solo dividia os dois territórios. A regra era clara: ninguém poderia cruzar a linha por um centímetro sequer. Se a lei fosse quebrada, a guerra seria declarada imediatamente, a menos que um segundo pacto fosse aceito: o sacrifício de um inocente.
Apesar dos avisos constantes dos velhos mestres, uma nova geração de jovens desordeiros não dava a mínima para os perigos. Entre eles estava o jovem príncipe Dihoko, curioso e desobediente. Influenciando seus amigos, Dihoko cruzou a linha limite escondido por várias vezes. No entanto, os guardas de Razor viram as invasões e alertaram o rei Moon.
Furioso, o rei Moon reuniu seu exército na fronteira e declarou guerra contra o rei Nokolaike, pai de Dihoko. O exército de Agba também se posicionou, enquanto Dihoko permanecia no castelo ao lado de Melina, a jovem plebeia a quem amava e estava prometido, totalmente alheio à gravidade do que fizera.
Na fronteira, a discussão entre os reis esquentou. Moon gritou que a quebra da regra após mil anos só poderia ser paga com sangue e guerra. Nokolaike tentou intervir, mas Moon retrucou com um sorriso sarcástico: "Como cumpridor da lei, você sabe que seu lado errou. As opções são guerra ou o sacrifício. E como manda o antigo código, o sacrifício exigido é a noiva do príncipe!"
Desesperado para evitar a destruição de seu povo, o rei Nokolaike retornou ao acampamento para tomar a decisão mais difícil de sua vida, enquanto a sombra do sacrifício caía sobre a inocente Melina.
A curiosidade sem limites e a desobediência podem custar a paz de uma nação inteira. Acompanhe o desfecho desta história na Parte 2!Ler parte 2