O Julgamento do Rei - Parte 1: O Aviso do Profeta

Por: Jota!

Havia um rei cruel que só pensava em luxúria, festas e banquetes suntuosos. Enquanto ele ostentava suas riquezas, o povo do reino morria de fome pelas ruas da cidade e ao redor do próprio palácio. O soberano não se importava com a miséria de seus súditos; cobrava impostos abusivos e arrancava até o que o povo não tinha, tudo para financiar seus prazeres e divertimentos.

A única coisa que o rei fazia bem era comandar o exército nas batalhas: ele sempre derrotava os inimigos e livrava o reino dos invasores estrangeiros. Porém, no dia a dia, sua irresponsabilidade era assustadora. Certa vez, tomado pela crueldade, mandou decepar a mão de um jovem apenas porque o rapaz, desesperado de fome, havia roubado uma única maçã.

Um dia, durante uma de suas reuniões luxuosas e repletas de banquetes no palácio, um profeta idoso — a quem o rei costumava respeitar no passado — entrou no salão. O homem de Deus encarou o soberano e disse com voz firme: "Ó rei, você está sendo avisado! Essa sua conduta injusta não está agradando o plano sobrenatural. Você tem exatamente uma semana para se arrepender, voltar à consciência e parar de matar seu povo de fome."

O rei apenas murchou o semblante por alguns segundos, mas logo abriu um sorriso debochado: "Sente-se aqui, velho, e venha se divertir!", disse ele, caindo na gargalhada. Um dos nobres presentes se levantou e escorraçou o mensageiro: "Fora daqui, seu velho maluco! Você ficou louco de falar assim com o rei?"

O profeta virou as costas e saiu em silêncio. Mas, naquela mesma noite, antes que a festa terminasse, um evento aterrorizante abalaria o palácio.

A ganância e o desprezo pela vida dos vulneráveis nunca passam despercebidos. Acompanhe a sentença na Parte 2!
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