— Olhe para estas ruínas... quanta desolação. Os dias que se seguiram aqui foram os mais aterrorizantes de toda a minha existência.
Disse um dos sobreviventes, com a voz trêmula e o olhar perdido no horizonte de cinzas, antes de continuar:
— Oh, meu estimado viajante, vou lhe contar tudo desde o começo.
Aqui, no meio deste bosque, há 500 anos, na era marítima da cidade de Birim — localizada nas Ilhas dos Garopeus, uma região pacífica do planeta Magnetob40, na parte escura de Órion —, havia uma inscrição misteriosa em uma grande pedra antiga. Ela dizia: “Birim, cidade maldita. Um dia retornarei para me vingar. Povo maldito. Meu nome é Belcaim Nur, o Nobre.”
Eu sempre achei aquela mensagem estranha, mas as pessoas da cidade não se importavam. Tratavam como uma bobagem qualquer, um mistério antigo que ninguém entendia e que preferiam ignorar. Mas o tempo cobrou o preço.
De repente, em um dia que parecia comum, sob uma tarde de nuvens densas e escuras, um estrondo ecoou pelos céus. Sem aviso, sem qualquer chance de defesa. Uma voz brutal e aterrorizante saiu de uma estrutura estranha para os birimlanos — parecia um disco voador, algo colossal e gigante que cobria o horizonte.
A voz estrondosa dizia: — Chegou o dia do acerto! Vim executar minha vingança! Oh, Hórus! Hoje esta cidade maldita vai sumir! Não adianta fugir!
Todos ficaram em silêncio absoluto, trêmulos, sem entender quem era Hórus ou o porquê daquela fúria. Dois dias se passaram, e aquela voz implacável continuava chamando por Hórus pelos alto-falantes da nave. A população permaneceu encurralada e aterrorizada.
Até que, no terceiro dia, veio o estrondo final. Sem aviso, a cidade inteira evaporou em questão de segundos. E agora... agora só restam essas cinzas e a desolação.
Fim da Parte 1 - Clique abaixo para ler a continuação.
Um jovem pobre que aprendeu o verdadeiro valor da bondade...
O príncipe que desafiou todas as leis por amor...