Em uma cidade antiga, morava um homem que pensava fora da caixa, muito diferente dos outros. Ele era justo, honrado e possuía uma espiritualidade notável. Seu nome era Norman Dic.
Certo dia, ao caminhar no cume da encosta da serra, ele ouviu uma voz chamando seu nome: "Norman Dic... Norman Dic..."
Olhando em todas as direções e não vendo ninguém, Norman percebeu que se tratava de algo sobrenatural. Corajoso, ele indagou: "O que queres de mim? E qual é o seu nome?"
"Eu sou o Pai das Luzes", ressoou a voz. "Tenho uma missão para você."
Norman curvou-se e respondeu: "Eis-me aqui, pode me enviar!"
"Quero que você avise aquele povo que um perigo iminente habita naquela montanha. Na próxima lua, esta cidade será completamente destruída."
Norman ficou extremamente perturbado com a revelação e, aflito, pensou alto: "Tenho que correr! Minha família..."
"Sua família está segura", interrompeu a voz divina. "Eu vou lhe apontar o caminho e vocês os levarão para a salvação. Olhe à sua esquerda. O que você vê?"
"Vejo uma grande árvore", respondeu Norman.
"Lá está um portal invisível. Só você consegue enxergá-lo porque é um homem justo e bom. É para lá que você deve guiar o seu povo para que não morram."
"Irei imediatamente!", afirmou o profeta.
Norman desceu a serra às pressas, percorreu a cidade inteira e reuniu a população na praça central, bem em frente ao castelo. Em seguida, convocou o rei e os seus magistrados. Como o soberano o respeitava pelo seu histórico de honra, perguntou com curiosidade: "Qual é a urgência para tal convocação, Norman?"
Norman ergueu seu cajado diante de todos e declarou com voz firme: "O Pai das Luzes, o meu Senhor, mandou avisar: deixem esta cidade e sigam em direção àquela grande árvore! Uma ameaça sem precedentes habita o Monte Herimeus e vai destruir tudo na próxima lua!"
O rei parou por um instante, encarou o velho e, de repente, deu uma grande gargalhada. Os magistrados ao redor o acompanharam em deboche.
"Que loucura é essa? Que tolice!", zombou o rei. "Você ficou maluco, velho? Isso é um absurdos!"
Um dos nobres deu um passo à frente e gritou para a multidão: "Quem colocou essa bobagem na sua cabeça? Esta montanha está aí há mais de mil anos e nunca se ouviu um piu de perigo vindo dela! Esse velho está caducando, vamos embora!"
Norman ergueu o cajado ainda mais alto e insistiu com autoridade: "Na próxima lua, esta cidade será destruída! Seu rei tolo, vou guiar a multidão para a salvação, enquanto vocês ficarão aqui e sumirão junto com este lugar!"
O rei apenas deu de ombros e gritou para o povo: "Vá embora com suas loucuras, velho! E quanto a vocês... quem quer uma grande festa? Venham comigo!"
A cegueira do orgulho faz os homens zombarem do aviso que poderia salvar suas vidas. Acompanhe o desfecho na Parte 2!
Um jovem pobre que aprendeu o verdadeiro valor da bondade...
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