Em um planeta distante chamado Rariman, as leis eram implacáveis. Um habitante da família real chamado Turuque, que era o príncipe herdeiro e o próximo indicado ao trono, tomou uma decisão que desafiou as tradições de seu mundo: ele casou-se por amor com Birla, uma plebeia. Dessa união, nasceu um menino, a quem deram o nome de Rarum.
A sociedade daquele planeta era governada por uma lei marcial severa e sem brechas: se qualquer cidadão cometesse um furto, independentemente de sua classe social, a sentença era a morte imediata. Não havia julgamento ou apelação.
Certo dia, o jovem Rarum, filho do príncipe, cometeu um grave erro e roubou um objeto sagrado, sendo apanhado em flagrante pelos guardas reais. O caso foi levado diretamente ao palácio. O rei, avô do garoto e pai de Turuque, foi obrigado a decretar o veredito. Com o coração partido, mas preso ao dever, o soberano anunciou a sentença: a morte de seu próprio neto.
Turuque desesperou-se e clamou: "Por favor, meu pai, o meu filho não!". A lei era clara, mas havia um detalhe crucial e antigo no código marcial que não passou despercebido pelo rei e pelo conselho de anciãos. A lei dizia: se alguém, por livre e espontânea vontade, se entregar e aceitar morrer no lugar do ladrão, o criminoso será totalmente perdoado.
O príncipe Turuque não pensou duas vezes. Olhou para o filho e disse com firmeza: "Eu vou. Eu me coloco no lugar dele."
Antes de caminhar em direção à execução, dando sua vida para salvar o futuro da linhagem, Turuque abraçou o filho e sussurrou suas últimas e dolorosas palavras: "Seja um bom rei, meu filho. Você está livre."
Fim
Um jovem pobre que aprendeu o verdadeiro valor da bondade...
O príncipe que desafiou todas as leis por amor...