A Lenda dos Viajantes Celestes
Existia uma antiga lenda sobre três viajantes celestes que percorriam o mundo com a missão de ir de cidade em cidade, de país em país, avaliando a alma dos povos.
Quando chegavam a um lugar e encontravam corações bons, eles abençoavam as pessoas e traziam prosperidade. Porém, seguiam um código rigoroso: se em uma casa houvesse uma pessoa sanguinária ou cruel, eles iam embora sem abençoar ninguém. E a regra mais severa de todas: se alguém fosse hostil ou os ofendesse, o preço a pagar pela cidade era terrível.
Certo dia, os três viajantes chegaram a uma cidade onde havia muitos doentes e pessoas sofrendo. Eles se posicionaram na praça central e, rapidamente, o povo percebeu que aqueles forasteiros carregavam uma aura diferente. Aos poucos, as famílias começaram a levar os doentes até a praça.
Foi quando apareceu Rubez Neto, o governante da cidade — um homem extremamente mau, egoísta e arrogante. Abrindo caminho com truculência no meio da multidão, Rubez gritou:
— Eu sou o prefeito desta cidade e exijo saber: que bagunça é essa aqui na minha praça?
Um dos viajantes olhou nos olhos do governante e respondeu com voz firme:
— Você é arrogante e presunçoso, Rubez Neto. Nós já estamos de partida, mas antes temos duas perguntas para você.
Irritado, o prefeito cruzou os braços e debochou:
— Fale logo, velhote!
O primeiro viajante perguntou:
— Se você estivesse diante de uma pedra pesada demais para carregar sozinho e não conseguisse movê-la, o que você faria?
Rubez riu com desprezo:
— Eu mandaria meus guardas usarem o chicote nos servos até que eles carregassem a pedra para mim!
O viajante balançou a cabeça:
— Resposta errada. A resposta correta seria pedir ajuda aos seus irmãos com humildade.
O segundo viajante deu um passo à frente e fez a última pergunta:
— Se você tivesse o poder de curar todos os doentes da sua cidade em um único dia, mas para isso precisasse abrir mão de todas as moedas de ouro do seu tesouro, o que você faria?
Rubez gargalhou forte:
— Ficaria com o meu ouro, é claro! Doentes vão e vêm, mas a riqueza do prefeito é o que importa nesta cidade!
O terceiro viajante suspirou com tristeza e declarou a sentença:
— Você falhou no teste da sabedoria e no teste da compaixão. Por causa da sua ganância e da sua arrogância, esta cidade pagará um preço terrível!
Com um gesto de mãos dos viajantes celestes, um vento forte soprou pela praça. As feridas, dores e febres de todos os doentes simplesmente desapareceram — o povo estava curado! Porém, no mesmo instante, todo o ouro do cofre público da prefeitura, as safras dos campos do prefeito e os recursos da cidade viraram poeira. A riqueza da cidade foi destruída em segundos.
Antes de partirem, os viajantes olharam para a multidão e viram duas crianças pobres que dividiam um pedaço de pão com os doentes.
— Vocês dois têm a pureza e a sabedoria que faltam neste governante — disseram os viajantes. — Venham conosco e serão nossos aprendizes.
As duas crianças seguiram os viajantes celestes para aprender os segredos do universo.
Quando os três visitantes desapareceram na linha do horizonte, o povo da cidade, curado de suas dores, mas revoltado ao ver o prejuízo e a ruína trazidos pela ganância de Rubez Neto, não perdoou: a população se juntou com fúria e "desceu a madeira" no prefeito arrogante, expulsando-o para sempre do poder.
A arrogância e o egoísmo cobram um preço alto. Compartilhe essa lição de moral com seus amigos no WhatsApp e no Facebook!